The Thumb Generation – Michel Serres

As novas tecnologias trouxeram ao mundo muitas novas formas de comunicar, de trabalhar, de ensinar e até mesmo de pensar. Por isso mesmo, os públicos, que um profissional de Relações Públicas tinha que lidar há duas décadas atrás são muito diferentes daqueles que tem que ligar hoje. As tecnologias permitiram moldar a forma de pensar de muitas pessoas e a forma como elas acedem à informação é muito mais rápida, quase mesmo que, instantânea.

Para Michel Serres a “Thumbelina” representa a geração que convive diariamente com os écrans; uma geração completamente imersa nas novas tecnologias que vive e pensa com os computadores. Esta relação forte com as novas tecnologias permitiu que os pensamentos e conhecimentos que esta geração adquire sejam completamente diferentes das gerações anteriores que não tiveram acesso a estes dispositivos. Para um Profissional de Relações Públicas é importante perceber quais são os públicos e conhecê-los para comunicar de forma eficaz relativamente às suas necessidades.

“Thumbelina”

Segundo o autor, primeiramente, é necessário conhecer o público atual, a geração da Thumbelina. Esta geração já não vive no mesmo mundo que os seus antepassados. Muitas destas crianças vivem em cidades, onde há uma grande concentração de gente e nenhuma delas sabe exatamente o que é estar em clima de guerra, viver no campo, têm, por isso, experiências diferentes tornando os seus comportamentos diferentes. Esta geração já não vive no mesmo mundo global nem no mesmo mundo humano.

A maior parte da sua formação provêm dos média. A maior parte deles é formado pela publicidade. Os canais de comunicação social tomaram, nos dias de hoje, os papéis de ensinar. Estas crianças habitam no virtual e por isso, são fortemente influenciados pelos media, que, atualmente, estão também no online.

Esta nova geração têm uma grande relação com as novas tecnologias, os telemóveis dão acesso a todas as pessoas, os GPS a todos os lugares e a internet a todo o conhecimento. A informação é acessível a qualquer altura e em qualquer lugar. Por isso, têm grande poder de exclusão de informação porque tudo aquilo que os rodeia é informação e têm, assim, que seleccionar constantemente aquilo que é mais importante.

“School”

Esta geração contém nos seus computadores, que é como se fosse as suas cabeças, toda a informação, muito bem organizada permitindo encontrar toda a informação necessária para cada pesquisa. Os computadores contêm programas que permitem encontrar informação de uma maneira eficaz e bastante mais rápida. A nossa inteligência tornou-se externa.

A nova geração já não tem o interesse em ir ler ou procurar, porque, o conhecimento já está acessível em todo o lado, sempre que necessário é só aceder à web, portais da wikipedia. É o fim da era do conhecimento. Os alunos agora, questionam, falam entre si sobre aquilo que encontraram nos seus smart phones. É o fim da era da decision-maker.

“Society”

Há uma grande obsessão com a classificação, até mesmo na sociedade civil, que publica listas de best-sellers, Prémios Nobel, Oscars e outros prémios – objetos de metal que classificam universidades, bancos, companhias e estados. Há sempre a faceta do mau ou bom, inocente ou maldoso. Hoje, algo reversível está a acontecer, que promove a circulação entre aqueles que dão classificações e aqueles que são classificados.

Os empregados são reduzidos a máquinas. Above, there used to be deaf mouths; below, mute ears. As organizações, hoje em dia, deixam a Thumbelina controlar a sua própria atividade em tempo real. As falhas são facilmente encontradas e reparadas, soluções técnicas são encontradas mais rapidamente, e a produtividade aumenta. Os empregos encontram-se escaços devido ao aumento da produtividade e o aumento da população global. Esta geração imagina um mundo onde a sociedade não esteja à roda do trabalho.

Pela primeira vez no mundo, a voz de toda a gente pode ser ouvida. Vários conjuntos de vozes – privada, publica, real, virtual – fazem partes do nosso quotidiano. Toda a gente quer falar e comunicar com os outros através das várias plataformas.

O que faz com que, todas as antigas estruturas de agrupar estejam a ser destruídas nestas sociedades, irmandades, uniões, famílias. Estas organizações exigiam a maior parte delas um sacrifício. Nos dias de hoje, boas notícias não são notícias, o que interessa é falar de mortes e desgraças para manter as audiências, o pessimismo envolve em grande parte os meios de comunicação. O autor afirma que prefere o virtual que não precisa da morte de ninguém. O virtual evita isto, e isto é o nosso futuro, depois de uma política e história de mortes.

 “When i weigh the harm done by what grompy old men call “egoism” agaisnt the crimes commited by and for the libido for belogings – hundreds of milions of deaths – i love these young people to death.”

Pondo isto, o autor apresenta a Thumbelina como um ser que já nada tem que ver com os seus antepassados, tem interesses, pensamentos e comportamentos diferentes. Um ser que será o herói da nossa sociedade atual. As novas tecnologias de informação e os smart phones permitiram-lhes deter todo o tipo de conhecimento, porque este está aberto em todo o lado e a toda a gente. Esta grande exposição às novas tecnologias permite-os ter acesso a uma grande quantidade de informação, pelo que têm um grande processamento e sintetização de informação, não tomam atenção a tudo aquilo que é informação, ou seja, o público tornou-se mais seletivo.

As organizações devem, assim, modificar a sua atividade porque o público, a geração de Tom Thumbs e Thumbelinas, tem exigências e necessidades diferentes. Muitas das vezes, fazem-no através dos profissionais de Relações Públicos que devem comunicar com estes, criando relações duradouras e de confiança.

Pela primeira vez no mundo, a voz de toda a gente pode ser ouvida. Vários conjuntos de vozes – privada, publica, real, virtual – fazem partes do nosso quotidiano. Toda a gente quer falar e comunicar com os outros através das várias plataformas. A nova geração é uma geração ativa, deixando de ser passiva como os seus antepassados.

A sociedade que conhecemos atualmente está a acabar. Pela primeira vez na história, o público – indivíduos e pessoas ao qual se chamava comuns – podem impor a sua sabedoria, ciência, informação e capacidade de decision-making.

Para um profissional de Relações Públicas isto tem um grande impacto na sua atividade, visto que, trabalham constantemente com públicos. A sua atividade gira em volta dos públicos das organizações. Estes públicos já não são o que eram, eles detêm todo o conhecimento, mas acima de tudo têm voz – voz para achar aquilo que está errado ou certo, voz para mudar as organizações e instituições. Já não são apenas quantidades, cada um deles é um individuo com pensamentos próprios e opiniões próprias.

A Thumbelina deixou de ser uma quantidade, ela é acima de tudo um individuo e esta pessoa anónima será o herói do nosso tempo.

Pela primeira vez, os públicos podem através dos vários meios de comunicação e dispositivos impor a sua sabedoria, ciência, informação e capacidade de tomar decisões. É preciso, assim, saber e comunicar com esses públicos, mas mais importante, é preciso comunicar consoante as vozes dos públicos.

Na sociedade de hoje, todos têm o poder para dizer algo e dizer algo é dizer algo sobre alguém, na maior parte das vezes, organizações e instituições e as suas respetivas atividades. Vivemos num mundo, onde as organizações tomaram o mundo e por isso, falasse muito sobre o meio dos negócios.

Por isso, grande parte da atividade das organizações e principalmente de um profissional de Relações Públicas tem que passar por ouvir os públicos – perceber o que os satisfaz, perceber o que procuram, perceber os seus interesses e aquilo que os motiva – para melhorar a comunicação com os mesmos. Criar relações de igualdade, permite às organizações ganhar a confiança dos seus públicos. Caso contrário, é muito possível que esta organização, que vê os seus públicos como inferiores, venha a desaparecer com o aparecimento desta geração ativista.

Concluindo, vivemos numa era da comunicação e das novas tecnologias que nos permitem, todos os dias, aceder a muita informação, comunicar com toda a gente, procurar lugares, mas principalmente, dar as nossas opiniões. As novas tecnologias permitiram dar voz ao individuo comum, que já pode dar a sua opinião em blogs, nas redes sociais, em fóruns. Permitem ao indivíduo comunicar sobre tudo aquilo que pretende. Por isso, Para que a comunicação das organizações seja feita de forma eficaz é preciso ter como regra base – ouvir os públicos. É necessário criar relações duais, onde o público já não é visto como inferior à organização. Porque acima de tudo, estes públicos têm o conhecimento todo nas suas mãos e podem falar sobre tudo em qualquer lado – usando apenas os seus Thumbs.

 

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