Relações Públicas: Uma peça chave

 

Relações Públicas é uma profissão que ao contrário de muitas profissões não é visível, com isto quero dizer, que a maior parte dos públicos de uma organização não sabem da existência destes profissionais. Contudo, são elementos chave no seio de uma organização, visto que, compreendem a sua envolvente externa e interna e aconselham os quadros superiores a agir de certas maneiras de forma a atingir os objetivos e a missão pretendida. Fazem-no através da comunicação, estabelecendo relações benéficas com os seus stakeholders.

O papel de um profissional de Relações Públicas passa muita das vezes por desempenhar uma função social e organizacional justificada pela necessidade de as sociedades e organizações estabelecerem relações, sejam estas entre países, organizações, grupos ou indivíduos. Apenas mediante este contacto planeado e preparado é que é possível à organização em questão concretizar a sua missão e atingir os seus objetivos. Essas negociações e compromissos só são possíveis graças à comunicação que muitos destes profissionais estabelecem.

“People do not buy goods and services. They buy relations, stories and magic.”  – Seth Godin

Como seres naturalmente sociais, a comunicação faz parte do nosso dia-a-dia, tanto de pessoas comuns como de grandes monopólios empresariais. É através dela que atribuímos significado e interpretamos aquilo que nos rodeia. Interpretar como é referido no dicionário português é nem mais nem menos do que explicar ou esclarecer. É explicar a outrem aquilo que se pode compreender de algo, ou seja, é também compreender aquilo que nos envolve e aquilo que envolve o mundo. Com isto quero dizer, que todos nós temos a capacidade de interpretar aquilo que nos rodeia, de perceber e explicar as coisas à nossa volta.

Nesse sentido, como os profissionais de relações públicas trabalham diariamente com a comunicação de uma organização, trabalham assim, diretamente com a interpretação do “mundo” envolvente dessa organização. Um profissional de Relações Públicas deve analisar e compreender o mundo envolvente à organização, deve compreender aquilo que é importante e imprescindível, deve compreender onde existem oportunidades e onde existem problemas, no geral: deve interpretar o mundo da organização.

“The art of interpretation is not to play what is written.” Pablo Casals

Por isso mesmo, a interpretação é algo que não deve ser copiado, porque cada pessoa é diferente tal como cada organização é diferente. Aquilo que é justificável para uma organização pode ser ridículo para outra. Nesse sentido, um profissional de Relações Públicas deve desenvolver a arte de interpretar, deve meter-se na pele da organização e interpretar aquilo que faz mais sentido compreender naquele mundo. Este pensamento permitirá às RP compreender o que está a acontecer num determinado momento para poder aconselhar de melhor forma os seus superiores.

Concluindo, posso afirmar que a profissão das Relações Públicas é uma forma de interpretar o mundo, isto porque, nos permite compreender aquilo que nos rodeia, ver para além dos horizontes aquilo que os nossos públicos querem que a organização seja. Permite ver para além das barreiras óbvias do quotidiano e explorar temas mais profundos que a própria realidade nos permite ver. As relações Públicas compreendem o mundo de maneira diferente e tentam moldar a forma como as organizações desempenham a sua ação de forma a ir de acordo com os próprios princípios da compreensão.

É uma forma de interpretar o mundo, porque interpretações há muitas, mas as RP tentam explicar o mundo das organizações através da comunicação de forma a estabelecerem relações benéficas entre as organizações e os seus stakeholders.

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