#Once Upon a Time

Actualmente, há um grande entusiasmo pela maneira como estamos conectados, a tecnologia permite-nos interagir com outros instantaneamente e de forma eficaz. Pode-se observar isto através do grande uso dos social media, que estão bastante presentes no dia-a-dia da maioria de nós. O mesmo se passa com as organizações que, cada vez mais, tratam da sua comunicação e promoção através dos social media.

As organizações sempre se preocuparam em criar histórias, de modo a estabelecer contacto com as suas audiências. Contudo, as novas tecnologias tornaram possível que as organizações criem as suas histórias – storytelling – de forma mais instantânea e eficaz. Permite conectar pessoas diferentes a assuntos e verificar reacções a tempo real e imediato.

A tecnologia permitiu a todos nós, ferramentas para comunicar e contar histórias. Já não é apenas um pequeno grupo de profissionais que têm competências para tal. Todos nós podemos ser criativos nos dias de hoje, todos nós somos as nossas próprias empresas de media, todos nós podemos participar em histórias que provêm de ideias de outros.

“Humans want to be apart of shaping the narrative that is driving society and this channels have giving them the opportunity”. – Bonin Bough

Com o aparecimento destes canais de comunicação (Big Five – facebook, twitter, instagram, Linked in e Youtube) foi possível verificar a importância do consumidor como criador de conteúdo. As pessoas escrevem, participam, partilham e conversam sobre assuntos relevantes no momento, querem fazer parte daquilo que as rodeia. Por isso mesmo, o controlo do imediato tornou-se num ponto fulcral na criação de histórias corporativas e no estabelecimento de relações digitais com as suas audiências também.As pessoas e as audiências controlam a importância que cada um destes canais tem através de reacções imediatas nos canais de social media.

Pondo isto, é possível dizer que há uma ânsia por momentos entusiásticos de modo a fugir aos quotidianos rotineiros, de horários, pressas e confusões. Nesse sentido, as organizações conseguem através destes social media entrar nas conversas do quotidiano das pessoas comuns, como por exemplo através de #firstworldproblems. Permitindo-lhes criar histórias que conectam pessoas, criando comunidades interessadas.

water_is_life_tweet

Para criar uma história a organização não deve contar todo o seu conteúdo, deve deixar espaços em branco para serem preenchidos pelas pessoas que a acompanham, são estas pessoas que a vão enriquecendo e divulgando.  História define-se por haver um princípio e um fim, contudo nos dias de hoje o storytelling é um processo contínuo. Por um lado, é necessário criar uma história baseada naquilo que é “quente” no momento. É neste sentido que é possível apresentar o live storytelling, na medida em que, é preciso disponibilizar conteúdo que é imediato. Por outro, criar uma história que torne possível a participação das audiências é ideal, visto que, são as audiências que moldam a história e esta não acaba quando a organização quer, mas quando o assunto deixar de ser falado.

A existência de pessoas à volta do mundo que criam conteúdo criativo permite, por um lado, às organizações encontrar oportunidades de entrar numa conversa. Participar em assuntos que nada têm que ver com a empresa, mas no qual a mesma pode-se inserir na conversa. Por outro, é importante criar assuntos para as pessoas se interessarem por certos eventos organizacionais. A internet permitiu às organizações conversarem em tempo imediato com as suas audiências, construindo uma comunidade interessada em assuntos que são relevantes naquele preciso momento.

“It’s not about advertising you, it’s about building a community, and that is a lot of times about other people.” – Chris Hardwick

Concluindo, actualmente, as organizações não se podem achar os únicos que têm criatividade, mas também as suas audiências. Saber ouvi-las e interagir com elas através de assuntos que elas mesmas criam ou com os quais se interessam. Aquilo que eles estão a aceitar e aquilo que estão a rejeitar e verificar assim os impactos. Porque o Eu tornou-se importante nos dias de hoje, os consumidores têm opinião e são criativos e as empresas devem aproveitar a criatividade das suas audiências para construir as suas histórias e entrar em assuntos de conversa.

 

Comentário breve sobre o Projecto #Live – Twitter – Digital Advertising & Marketing & Social Media Documentary:

 

 

 

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